Tendo eu nascido no outro milénio, vivi parte da minha vida num mundo onde, para falarmos com alguém que estava distante, tínhamos de usar um objecto chamado telefone; onde, para procurarmos determinada informação tínhamos de ir a bibliotecas e consultar enciclopédias; onde, para enviarmos mensagens aos amigos, tínhamos de escrever cartas, enviar postais ou telegramas.
Hoje, graças às maravilhas da tecnologia, temos tudo na palma da nossa mão e à distância de um clique.
Não me queixo... pelo contrário! Gosto de tudo o que é prático e facilita o dia-a-dia e gosto de telemóveis, da internet e de smartphones...
E há quem goste tanto, mas tanto, que é incapaz de se separar fisicamente do seu precioso veículo de ligação ao mundo.
Tudo isto para dizer que, esta coisa dos "entas" e de criatura que viveu nas duas eras (idade das trevas e idade da tecnologia portátil), faz com que não entenda certos comportamentos. Não que as pessoas estejam erradas, eu é que não entendo... são coisas de gente jurássica...
Bom, indo directa ao ponto... no meu local de trabalho, não sendo um serviço de atendimento ao público, tenho de lidar com clientes, com as suas formas de ver o mundo, as suas dúvidas, as suas certezas e é preciso tacto, bom senso e, por vezes, uma boa dose de paciência para que as relações profissionais corram sempre da melhor forma possível.
Há uma pessoa, em particular, que se destaca. Personalidade forte, muitas certezas e nenhumas dúvidas, imbatível em sabedoria e eficiência, voz possante em consonância com o porte físico, muita fala e pouca audição. Como lidar com uma pessoa assim? Deixá-la falar, argumentar com as suas certezas absolutas e em voz bem poderosa e, numa das poucas pausas que faz para respirar, tentar contra-argumentar... Tem sido esta a táctica e tem resultado... Afinal há que saber ler as pessoas e perceber o que as move. A esta move-a um ego maior que o Everest. No seu espelho vê reflectida a imagem do exemplo do profissionalismo e da sabedoria. Às tantas, o espelho até está correcto... mas faz-me confusão que, uma pessoa tão profissional e cheia de certezas, no exercício das suas funções profissionais e à frente de outras pessoas, pegue no seu precioso veículo de ligação ao mundo e desate a jogar e a emitir sons irritantes (tec tec tec), a enviar e receber sms (com os seus toques espectaculares ióóónnnniiiipimpimpim) e a consultar as redes sociais.
São as maravilhas da evolução da sociedade, do profissionalismo e da tec tec tec tecnologia...
Bom, indo directa ao ponto... no meu local de trabalho, não sendo um serviço de atendimento ao público, tenho de lidar com clientes, com as suas formas de ver o mundo, as suas dúvidas, as suas certezas e é preciso tacto, bom senso e, por vezes, uma boa dose de paciência para que as relações profissionais corram sempre da melhor forma possível.
Há uma pessoa, em particular, que se destaca. Personalidade forte, muitas certezas e nenhumas dúvidas, imbatível em sabedoria e eficiência, voz possante em consonância com o porte físico, muita fala e pouca audição. Como lidar com uma pessoa assim? Deixá-la falar, argumentar com as suas certezas absolutas e em voz bem poderosa e, numa das poucas pausas que faz para respirar, tentar contra-argumentar... Tem sido esta a táctica e tem resultado... Afinal há que saber ler as pessoas e perceber o que as move. A esta move-a um ego maior que o Everest. No seu espelho vê reflectida a imagem do exemplo do profissionalismo e da sabedoria. Às tantas, o espelho até está correcto... mas faz-me confusão que, uma pessoa tão profissional e cheia de certezas, no exercício das suas funções profissionais e à frente de outras pessoas, pegue no seu precioso veículo de ligação ao mundo e desate a jogar e a emitir sons irritantes (tec tec tec), a enviar e receber sms (com os seus toques espectaculares ióóónnnniiiipimpimpim) e a consultar as redes sociais.
São as maravilhas da evolução da sociedade, do profissionalismo e da tec tec tec tecnologia...

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